sábado, 11 de fevereiro de 2017

Artigo publicado na revista PROVE 2016

Tecnologias na Educação, fazer o quê?
        Tecnologias na Aprendizagem
Douglas Ferreira Tomé[1]

Estamos caminhando para a finalizar mais uma década com transformações tecnológicas fantásticas. Você olha para os lados e observa pessoas conectadas, enviando mensagens, “fazendo” selfie, ouvindo música, assistindo televisão, compartilhando sua vida nas redes sociais.

Mas, e nossos alunos? E a escola? E os professores?

Após anos de formação ainda temos um grande desafio em utilizar as ferramentas tecnológicos e recursos disponíveis. Tudo ao nosso dispor, mas com grande dificuldade de ser utilizada pelos professores.

As formações deste ano aconteceram cursos presenciais e em EAD.  Tivemos momentos de discutir o uso das tecnologias e de realizar atividades aproveitando os ambientes virtuais de aprendizagem.

Na formação estudamos o “Por que usar tecnologias?”, onde os participantes relataram a importância de utilizá-las no ambiente escolar, observando que as crianças chegam na escola já com a habilidade de mexer em tablets, computadores, smartphones, entre outros. Assim, a sala de aula precisa integrar de forma dinâmica os recursos disponíveis para a interação e integração de conhecimentos.

Também realizamos atividades utilizando o Edmodo[2], plataforma que registrou a participação de cada integrante, sendo um espaço de interação, mas principalmente servindo para que os professores observassem a possibilidade de utilização com seus alunos. Afinal, é a partir de uma ideia que podemos ter novas ideias e melhorá-las.

O Padlet[3] foi uma nova ferramenta utilizada no curso. Ele é um mural virtual sendo possível o registro de atividades a partir de textos, imagens e vídeos, de forma muito fácil.

Criar um blog educativo foi o momento onde os professores tiveram que pensar nos alunos, afinal o blog seria e será utilizado para a aprendizagem, incorporando os recursos utilizados no curso. As ideias que surgiram foram criativas e os blogs foram elaborados explorando diversos temas, por exemplo, uma das participantes criou um blog que discutia a convivência na comunidade escolar e outra utilizou o blog para falar sobre a importância da leitura. Nestes blogs foram utilizados os diversos recursos disponíveis para facilitar o processo de interação/registros dos alunos.

Exploramos ambientes virtuais de aprendizagem. UM deles foi o Khan Academy[4], um portal que explora as habilidades de matemática onde os alunos realizam os exercícios no próprio ambiente virtual, acompanhando as vídeo-aulas e recebendo o feedback ao finalizar cada resposta. O professor tem a possibilidade de acompanhar todo o desenvolvimento, podendo recomendar os passos de cada um de seus alunos e visualizar o desempenho de suas turmas.

Todos sabemos da importância do uso das tecnologias no processo de ensino/aprendizagem, temos os recursos, participamos de formação e estamos iniciando o processo de aplica-los em sala de aula. O caminho ainda é longo, mas já começamos a traça-lo de forma criativa e envolvente. O futuro mostrará que esta dinâmica provocou uma “transformação” na educação escolar de nossos alunos.

A seguir vamos ver o que pensam alguns participantes do curso.

As novas tecnologias da informação estão transformando o comportamento e a forma dos indivíduos se relacionarem. A interatividade e a velocidade desses meios tecnológicos podem facilitar o acesso ao conhecimento, porém esse universo virtual apresenta alguns riscos para a geração da era digital.

Segundo Didonet[5] (2009) o conceito de infância “existe, exatamente por ter sido produzido, não sendo, portanto, um dado biológico”, sendo assim “a infância tem a ver com história e cultura, sendo uma produção dela em determinada época”.

Os alunos do século XXI fazem parte da Geração Net, ou seja, uma geração que cresce cercada pelas mídias digitais.

A Geração Net possui a liberdade de fazer suas escolhas dentre as inúmeras possibilidades oferecidas, as crianças não são mais observadoras passivas, elas controlam o seu meio e por isso existem questões que requerem a administração dos adultos.





Os professores não podem estar alheios a essa nova realidade. É preciso incorporar em sua didática/atividades que envolvam a tecnologia.



[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE, da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem EAD e Presencial – PROVE 2016.
[2] Registro das discussões no Edmodo - https://www.edmodo.com/home#/group?id=20431001
[3] Padlet – Mural Virtual - https://padlet.com

[4] Portal de Matemática Khan Academy: https://pt.khanacademy.org
[5] Referência Bibliográfica: DIDONET, Vital. A desinvenção da infância. Revista Pátio – Educação Infantil, ano VII, nº 21. Nov.:2009.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Blog Educativo - Criando um Blog

Canal Tecnologias na Educação

Criando um Blog Educativo

Este vídeo mostra como criar um blog pensando no trabalho com os alunos, publicando suas aulas, vídeos e desenvolvendo um trabalho de interação.

Veja o vídeo:


Uma boa ideia evita o copiar e colar - Movie Maker

Canal Tecnologias na Educação
 

Este vídeo vai falar sobre ideia de evitar o "copy e cola".

Que tal solicitar que o aluno entregue sua pesquisa de forma diferente?
Este vídeo é uma dica para você ter uma boa ideia.



Clique aqui e veja o vídeo do trabalho na íntegra 

domingo, 1 de maio de 2016

Edmodo - Primeiros Passos

Canal Tecnologias na Educação
Este vídeo vai falar sobre o Edmodo.
Edmodo:
"A criação de conexões é só o começo; queremos fazer mais do que apenas atingir resultados. Queremos capacitar nossos alunos em nossa rede e ao redor do mundo"
"Faça parte da maior comunidade de aprendizado social para alunos do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, onde professores, alunos e pais podem se conectar com segurança"

SketchUp - Primeiros Passos

Canal Tecnologias na Educação
Mais um vídeo no Canal Tecnologias na Educação, com Prof. Douglas Tomé.
Este vídeo você encontra o SketchUp.
SketchUp é um programa de construção em 3D.
Google SketchUp é um excelente software de processamento de imagens em 3D. Mais especificamente, o programa permite criar, visualizar e, obviamente, alterar imagens em 3D. Ele foi projetado para ser manter a precisão necessárias neste tipo de trabalho.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Khan Academy - Como Administrar uma Turma

Canal Tecnologias na Educação

Mais um vídeo no Canal Tecnologias na Educação, com Prof. Douglas Tomé. 

Este vídeo você encontra: Khan Academy - Como Administrar uma Turma.

Khan Academy é o maior site de Matemática do mundo.
Lá você aprende matemática sozinho.

Inscreva-se no Canal

sábado, 5 de março de 2016

Khan Academy - Primeiros Passos - Parte I

Khan Academy é o maior site de Matemática do mundo.

Lá você aprende matemática sozinho.

Vamos criar uma pequena série mostrando as possibilidade do Khan Academy.

Veja o primeiro vídeo:


sexta-feira, 4 de março de 2016

Padlet - Um Mural na Educação

Canal Tecnologias na Educação

Padlet é um mural onde que podemos usar na construção coletiva de nossos alunos, publicando textos, imagens, áudio, vídeos, ...





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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Desafios do Séc. XXI

Texto publicado na Revista PROVE - 2015


Desafios do Séc. XXI
Tecnologias na Aprendizagem
Douglas Ferreira Tomé[1]

A tecnologia já mudou muitas coisas em nossa vida. Hoje utilizamos os recursos disponíveis para consumir, interagir, exercer nossa cidadania. Vejam as diversas discussões que realizamos nas diversas redes sociais, colocando nossas posições políticas, religiosas, educacionais, expondo muitas vezes nossa vida com publicações de fotos de nossa família e o que estamos fazendo naquele determinado momento.

Sabemos que chegou a hora de mudar, utilizar a tecnologia para mudar o jeito que aprendemos e ensinamos. Se antes utilizávamos a educação para ensinar a utilizar a tecnologia, hoje devemos ensinar como utilizar a tecnologia para aprender.

A tecnologia é um facilitador no processo de aprendizagem, já que podemos entrar em contato com qualquer informação/conhecimento que esteja acontecendo no mundo, que pode ser acessada de qualquer lugar. O espaço geográfico não é um limitador para a realização do trabalho.

Hoje temos pequenos aparelhos que são verdadeiros computadores com todos os recursos necessários para os registros do que estamos fazendo, através de fotos ou vídeos. Estes mesmos aparelhos podem acessar recursos de qualidade, como games, plataformas, vídeo-aulas que contribuam para a aprendizagem.
Estas plataformas de aprendizagem respeitam o ritmo e a melhor maneira de aprender, avaliando em tempo real o que cada um aprendeu, quais suas dificuldades e quais recursos melhoram seu rendimento. Um bom exemplo é o Khan Academy, um portal que trabalha com diversas áreas do conhecimento, mas principalmente no desenvolvimento das habilidades matemáticas.

Temos uma multiplicidade de recursos disponíveis. O que precisamos ter cuidado é com a qualidade destes recursos. Encontramos na rede recursos interativos que ajudam neste processo. Estes recursos ajudam e apoiam o professor, possibilitando a criação de novas estratégias pedagógicas para que os recursos estejam disponíveis a qualquer momento.

 Neste ano, o curso Tecnologias na Aprendizagem explorou alguns destes recursos, realizando a reflexão de como utilizar as tecnologias e explorando algumas plataformas que possam auxiliar o professor na criação de novas estratégias. Estes recursos aproximam-se mais de nossos alunos, preparando para a educação do século XXI.

Precisamos ter cuidado, a tecnologia não irá resolver todos os problemas da educação. É necessário utilizar a tecnologia para “extrapolar” o conhecimento e garantir o acesso a todos. A tecnologia não vai substituir o professor, mas mudará o papel do professor tornando-o um mediador e orientador da aprendizagem, dando mais autonomia para os alunos.

Neste ano, o curso Tecnologia na Aprendizagem foi realizado no formato EAD, utilizando a plataforma do Edmodo[2] para a apresentação e registro das contribuições realizadas pelos participantes. Nossa preocupação foi discutir o uso da tecnologia disponível para o professor, apresentando a utilização de algumas ferramentas, por exemplo, o PADLET[3].

Em seguida, temos dois depoimentos dos professores que participaram do curso:

“O Uso das tecnologias na Escola. A questão do uso da tecnologia na aprendizagem se faz urgente, não dá mais para esperar. Vemos em nossas escolas alunos usando os modelos mais avançados de celulares e Smartphones, muitos com acesso à Internet. No entanto, continuamos com nossas aulas básicas, com uso de giz, lousa a explicação do professor. Temos que fazer uso da tecnologia, ela deve ser nossa aliada em sala de aula. O poder público deve equipar as escolas com tecnologia, com internet rápida e com equipamentos de acesso, nossas aulas ficarão, com certeza, muito mais ricas e atraentes. Um exemplo interessante do bom uso da tecnologia em sala de aula é o que venho fazendo com meus alunos do ensino médio noturno, montamos um grupo de Whatsapp para cada sala onde compartilhamos vídeos curtos e mensagens pequenas e todos os alunos da sala participam em tempo real seja onde estiver. Quando chegamos à noite em sala para discutir novamente o assunto todos já leram alguma coisa sobre a temática da aula e estão mais a vontade para discutir o tema com o professor e os colegas. É comum também nas nossas aulas durante a discussão em sala, surgir uma dúvida e o professor e/ou os alunos acessarem a internet para tirarmos dúvidas, as aulas tem ficado cada vez mais proveitosas.É preciso fazer bom uso da tecnologia na escola, não dá para ficarmos perdendo tempo recolhendo e pedindo aos alunos para desligarem seus aparelhos, é preciso potencializar o seu uso, para isso o professor tem que descer do pedestal do saber, cada vez mais ser mediador e problematizado, uma vez que a informação está a um click ou a um toque”. (Colaboração do Professor Wilson[4])

“Como é sabido de todo o mundo, é impossível nos tempos de hoje, tentar dissociar o mundo da tecnologia. Tudo, praticamente, gira em torno dela. Não existe outro caminho a seguir para garantir a realização das coisas. Então, por que não se compreenda, tomando as providências condizentes, a conjuntura que estamos todos vivenciando e passemos a dar um salto importante na melhoria e inovação das técnicas e metodologias, porque essa geração espera muito mais do que a presença do professor, como representando a face do conhecimento e do poder em sala de aula. Essa geração almeja interação com as inúmeras possibilidades que seu tempo oferece. Essa geração deseja autonomia na busca do conhecer através dos smartphones ou quaisquer outros meios tecnológicos que proporcionem estímulos e vontade de aprender. Então, é desta forma que se tem que ver os nossos alunos: são educandos que simplesmente necessitam de outras possibilidades de aprendizagem”. (Colaboração do Professor Fábio[5])




[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE, da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2015.
[2] https://www.edmodo.com/home#/group?id=13242085
[3] www.padlet.com
[4] Wilson Teixeira – Diretor da EMEF M’Boi Mirim III
[5] Fábio Ribeiro de Souza – Professor de Ensino Fundamental II da EMEF M’Boi Mirim III
Participantes do Curso Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2015

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Canal - Tecnologias Na Educação



Olá Professores e Professoras Antenadas!!!

Pode ser você que gosta de tecnologias voltadas para a educação.

Foi criado um novo canal para falar de Tecnologias na Educação.

Este grupo irá compartilhar com você pequenos vídeos.

Vamos falar sobre a possibilidade do uso de uma ferramenta tecnológica na sala de aula.

Você pode ajudar este grupo colaborando com seus conhecimentos e suas produções.

Quer sugerir algum vídeo? Deixe nos comentários!!!

Um grande abraço a todos e até breve, com novos vídeos!

Douglas Tomé

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Tecnologias – Chegou a Hora



Tecnologias – Chegou a Hora
        Tecnologias na Aprendizagem
Douglas Ferreira Tomé[1]

É impossível deixar passar o momento que estamos sem falar dos usos das tecnologias na sala de aula. Chegou a hora.


Segundo Gardner[2], em uma entrevista para a revista Nova Escola, diz que estamos vivendo três poderosas revoluções. Uma delas é a globalização. As pessoas trabalham em empresas multinacionais e mudam de país, o que é bem diferente de quando as populações não tinham contato umas com as outras. A segunda revolução é a biológica. Todos os dias, o conhecimento científico se aprimora e isso afeta a maneira de ensinar e de aprender. O cérebro das crianças poderá ser fotografado no momento em que estiver funcionando, permitindo detectar onde estão os pontos fortes e os fracos e a melhor forma de aprender. A terceira revolução é a digital, que envolve realidade virtual, programas de mensagens instantâneas e redes sociais. Tudo isso vai interferir na forma de pensar a Educação no futuro.

Os alunos estão conectados, os aparelhos estão em suas mãos ou em suas casas, não conseguimos mais viver sem olhar para um visor ou “mexer os dedinhos” em um pequeno aparelho. E agora, o que faremos?

Deixamos o tempo passar e nossos alunos estão na expectativa de mudanças, na minha e na sua aula.

É claro que muitas mudanças já aconteceram. Muitos já observam no horizonte, uma mudança na educação, já que o uso das tecnologias se mostra como um grande facilitador no processo do ensino aprendizagem. Assim, professores estudam em como utilizar estes novos recursos com a perspectiva do envolvimento maior da aprendizagem.

Nossos alunos estão em um momento que não aceitam ficar passivo na sua aprendizagem. Eles são os protagonistas, são do séc. XXI, criativos e colaboradores, questionadores, gravam suas produções, publicam suas fotos e vídeos, são nativos deste mundo tecnológico e virtual. 


O grande desafio é como orientá-los para que esta construção tenha qualidade e que possa contribuir para sua aprendizagem.

Temos ambientes virtuais que trabalham na construção de conhecimento, por exemplo, podemos citar o Portal Khan Academy[3], que explora cerca de 800 habilidades matemáticas, onde um aluno realiza um pré-teste e, a partir de suas respostas, é criado um roteiro de aprendizagem, com exercícios e videoaulas. Este é um processo que respeita o ritmo de aprendizagem de cada um, colocando o professor como orientador do ensino.

A evolução tecnologia está em nosso cotidiano, gerando outras formas de comunicação e interação. O curso Tecnologias na Aprendizagem explorou alguns recursos tecnológicos que podemos utilizar como facilitadores no processo do ensino/aprendizagem.

O estudo voltou-se para a construção de blogs educativos, onde cada participante do curso foi desafiado, primeiramente a entender e criar um blog e, posteriormente publicar recursos de interação com os alunos.

A receptividade e o envolvimento dos participantes mostram que estamos no caminho certo, afinal não podemos deixar o momento passar. 

Assim, o desafio com o impacto das tecnologias na educação proporciona contribuições significativas no processo de aprendizagem e temos vontade de mudar a realidade das escolas, dos nossos alunos e dos professores. Afinal, Chegou a Hora!





[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2014.

[2] Howard Gardner, psicólogo e professor norte-americano e criador da Teoria das Inteligências Múltiplas. Lançou o livro “O verdadeiro, o belo e o bom redefinidos: Novas diretrizes para a educação no século XXI”

[3] Portal Khan Academy – www.pt.khanacademy.org

sábado, 14 de junho de 2014

Criando Um Blog

Estamos no 7º. ano do curso Tecnologias na Aprendizagem.

Neste ano, nosso trabalho é  com a "criação" de blogs educativos.

Este vídeo tem o objetivo de auxiliar na produção e configuração do blog.



Lembre-se: você pode aumentar o vídeo.




Qualquer dúvida você pode me enviar um e-mail: poiedouglas@yahoo.com.br.


Bom trabalho! 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Tecnologia – Um Facilitador à Aprendizagem - Artigo da Revista PROVE 2013


Tecnologia – Um Facilitador à Aprendizagem

Tecnologias na Aprendizagem

Douglas Ferreira Tomé[1]

As TIC’s (Tecnologias da Informação e Comunicação) invadem nossas vidas e os ambientes escolares. Celulares, que são pequenos computadores com acesso a Internet; Tablet com o  encanto do touch e agilidade no seu uso; Projetores Interativos, com recursos de contribuir no processo da aprendizagem dos alunos.

São e-mails, redes sociais e uma série de novidades que são apresentadas todos os dias, onde nossos alunos assimilam de forma clara e rápida.

O grande desafio continua sendo a utilização da sala de aula. Muitos são os relatos sobre a falta de preparo dos professores para trabalhar com essa tecnologia. No PROVE deste ano, o curso Tecnologia na Aprendizagem apresentou a propostas de explorar blogs educativos, onde cada participante foi desafiado a criar um blog de sua disciplina, criando publicações e momentos de interação que auxiliasse seus alunos na aprendizagem.

Não é mais possível, em pleno Século XXI, deixarmos as habilidades que o aluno deve desenvolver ao integrar os processos inovadores na educação. Essas habilidades envolvem a criatividade, colaboração, organização das informações, resolução de situações problemas, ser um cidadão digital praticando o uso seguro e responsável das informações e da tecnologia, construindo o conhecimento de forma colaborativa.

Parcerias são necessárias e professores, alunos e gestores aprendem juntos, envolvendo-se no processo mediador da aprendizagem.

Não é mais possível esperar que a mudança aconteça sozinha. É necessário o envolvimento, o investimento e dedicação de todos, para saber se estamos no caminho certo ou se é apenas uma “moda” passageira.

A seguir, dois professores, que participam da formação “Tecnologias na Aprendizagem”, relatam sobre o uso dessas tecnologias.

O USO DA TECNOLOGIA COMO FACILITADORA DA APRENDIZAGEM NA ESCOLA[2]

A tecnologia é um elemento que ajuda o aluno a aprender e nesse contexto provoca enormes transformações, modificando a relação escola-aluno.

O avanço tecnológico surgiu com a chegada do computador aliado a internet. E a educação pegou carona no mundo digital usando a tecnologia ao seu favor, aperfeiçoando e aplicando os recursos e ferramentas na melhoria de sua qualidade.

 Essas ferramentas tecnológicas além de facilitar o acesso aos novos conhecimentos servem também de base na transmissão de conhecimento de maneira a melhorar a teoria em prática.

A sociedade está em transformação e a escola tenta se modernizar para acompanhar o mundo da tecnologia e da globalização enfrentando os novos desafios.

O professor como mediador tem papel significativo e é dele a missão de buscar alternativas viáveis para fazer desaparecer o desinteresse dos alunos que não querem se envolver e participar dos projetos implantados pela escola.

O professor que usa a tecnologia na escola além de somar as dificuldades encontradas na sala de aula tem que aliar as três vertentes, ou seja, mostrar que domina o conteúdo, os recursos tecnológicos e praticidade técnica do conhecimento adquirido.

O ensino modifica-se a cada momento e o tradicionalismo vai sendo substituído por uma educação em que o conhecimento, o aprendizado e a informação numa escola moderna, atual e contemporânea, alguns modelos precisam ser extintos, aquele em que o professor dita e o aluno copia já não funciona, e neste caso, não desperta mais interesse no aluno, nada melhor do que alterar esse método de ensino de forma que a aula se torne mais interessante e seja mais dinâmica e atrativa, para construirmos um indivíduo crítico consciente do seu papel como cidadão no mundo politizado.

O USO DAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO[3]

É evidente a insatisfação dos alunos em relação a aulas tradicionais, aulas expositivas nas quais são utilizados apenas o quadro-negro e o giz. O aprender por aprender já não existe: hoje, os alunos precisam saber para que e por que precisam saber determinado assunto. Essa é a típica aprendizagem utilitária, isto é, só aprendo se for útil, necessário para entrar no mercado de trabalho, visando ao retorno financeiro.

A internet invade nossos lares com todas as suas cores, seus movimentos e sua velocidade, fazendo o impossível tornar-se palpável, como navegar pelo corpo humano e visualizar a Terra do espaço sem sair do lugar. É difícil, portanto, prender a atenção do aluno em aulas feitas do conjunto lousa e professor.

A escola precisa modernizar-se a fim de acompanhar o ritmo da sociedade e não se tornar uma instituição fora de moda, ultrapassada e desinteressante. Embora lentamente, ela está fazendo isso. Saber que o aluno aprende com o que lhe prende a atenção todos sabem. A questão é: estão os professores, as escolas e os sistemas de ensino preparados para tal mudança?

Aulas modernizadas pelo uso de recursos tecnológicos têm vida longa e podem ser adaptadas para vários tipos de alunos, para diferentes faixas etárias e diversos níveis de aprendizado. O trabalho acaba tendo um retorno muito mais eficaz. É importante, no entanto, que haja não apenas uma revolução tecnológica nas escolas. É necessária a revolução na capacitação docente, pois a tecnologia é algo ainda a ser desmistificado para a maioria dos professores. 

Existe uma infinidade de programas disponíveis para montagem de exibições de slides, de atividades interativas e jogos; porém, alguns professores não sabem como utilizá-los. Utilizar o computador em sala de aula é o menor dos desafios do professor: utilizar o computador de forma a tornar a aula mais envolvente, interativa, criativa e inteligente é que parece realmente preocupante. O simples fato de transferir a tarefa do quadro-negro para o computador não muda uma aula. É fundamental que a metodologia utilizada seja pensada em conjunto com os recursos tecnológicos que a modernidade oferece. O filme, a lousa interativa, o computador, etc., perdem a validade se não se mantiver o objetivo principal: a aprendizagem.

Os recursos tecnológicos devem servir como extensões do professor. Ideias abstratas tornam-se passíveis de visualização; o microscópico torna-se grande; o passado torna-se presente, facilitando o aprendizado e transformando o conteúdo em objeto de curiosidade e interesse. O essencial é que as aulas obedeçam a uma cadeia de ideias que deixe o aluno orientado em relação ao que está aprendendo. Cada aula não é uma aula, e sim uma aula que veio antes de uma aula e depois de outra. O aprendizado deve ser interligado.

O papel do professor, segundo essa teoria, é o de mediador, auxiliando o aluno a alcançar seu potencial máximo, aproveitando todos os benefícios educativos que os recursos tecnológicos podem oferecer. O vídeo, por exemplo, é um grande aliado da ação pedagógica, já que está diretamente ligado ao conceito de lazer. Desse modo, o professor traz para a sala de aula um elemento da realidade do aluno, fugindo da linguagem tradicional da escola, que é normalmente o padrão escrito.

São muitos os benefícios trazidos pelos recursos tecnológicos à educação. Contudo, é preciso que o professor conheça as ferramentas que tem à sua disposição se quiser que o aprendizado aconteça de fato. O uso das tecnologias na escola está além de disponibilizar tais recursos; ele implica aliar método e metodologia na busca de um ensino mais interativo.





[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE, da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2013.
[2] Texto elaborado pelo Professor Marcelo Pereira Xavier – EMEF Profa. Carolina Rennó Ribeiro de Oliveira
[3]Professora Trinidad de Jesus Hinojosa – EMEF. M’Boi Mirim III – Adaptado do texto de Renata Beduschi de Souza)