sexta-feira, 16 de março de 2018

COGNIÇÃO, TECNOLOGIA E APRENDIZAGENS

 Artigo publicado na revista PROVE 2017


COGNIÇÃO, TECNOLOGIA E APRENDIZAGENS


“O que tenho vivido em todos esses encontros se resume em uma palavra: APRENDIZADO!  Profa. Ana Paula

“Um novo modo de enxergar e praticar o processo de ensino aprendizagem! “ Prof. Catio Antunes

Com essas frases a professora Ana Paula e o prof.  Catio Antunes definiram a experiência com a oficina/curso Cognição, Tecnologias e Aprendizagens, baseada no uso da ferramenta digital Padlet. As novas tecnologias de informação, comunicação e redes sociais tem alterado a experiência e a partilha da sensível. A educação formal, escolar, encontra-se diante de desafios para a melhoria da aprendizagem.

Os diversos atores da cena educacional sobretudo instituições e professores percebem em seus estudantes dificuldade em transitar entre a aprendizagem que constroem a partir do uso de tecnologias digitais e a aprendizagem escolar. O filósofo Michel Serres (2013) no seu interessante livro “ Polegarzinha “nos traz um retrato muito apurado das crianças e jovens que compõe a experiência de vida dos atuais estudantes:

Essas crianças, então, habitam o virtual. As ciências cognitivas mostram que o uso da internet, a leitura ou a escrita de mensagens com o polegar, a consulta à Wikipédia ou o Facebook não ativam os mesmos neurônios nem as mesmas zonas corticais que o uso do livro, do quadro-negro ou do caderno. Essas crianças podem manipular várias informações ao mesmo tempo. Não conhecem, não integralizam nem sintentizam da mesma forma que nós, seus antepassados. Não têm mais a mesma cabeça.”

“Por celular, têm acesso a todas as pessoas; por GPS, a todos os lugares; pela internet, a todo saber: circulam, então, por um espaço topológico de aproximações, enquanto nós vivíamos em um espaço métrico referido por distâncias. Não habitam mais o mesmo espaço. Sem que nos déssemos conta, um novo ser humano nasceu, no curto espaço de tempo que nos separa dos anos 1970.Eles não têm mais o mesmo corpo, a mesma expectativa de vida, não se comunicam mais da mesma maneira, não percebem mais o mesmo mundo, não vivem mais na mesma natureza, não habitam mais o mesmo espaço.”

E que implicações são decorrentes dessas subjetividades e diferenças de que nos fala Serres à respeito das crianças, para pensarmos a aprendizagem no ambiente escolar? Como entender o modo como as crianças aprendem considerando o acesso à tecnologias digitais e ,sobretudo ,aos dispositivos móveis? Dentro desse recorte podemos mencionar os sistemas cognitivos.


SISTEMAS COGNITIVOS


Há uma diferença, nem sempre notada, entre o Ato de ler e o Gesto de ler. Cognição é o ato ou processo da aquisição do conhecimento que se dá através da experiência, da percepção, da atenção, da associação, da memória, do raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.

O sistema cognitivo mais usual atualmente nas escolas pode ser ilustrado pela figura 1:  


Caixa de Texto: Figura 1: personagem Chico Bento
A figura 1 retrata o personagem de histórias em quadrinhos, Chico Bento, que encara um caderno sobre uma mesa caracteriza um sistema cognitivo: esse sistema é o mais tradicional e o mais utilizado nas escolas, de certa forma é a própria representação mais comum do ato de estudo: o gesto do corpo sentado com a cabeça e o pescoço inclinados e voltados para um livro ou caderno que repousam sobre uma mesa.


Figura 2: Jovens Estudando

Na figura 2, no primeiro plano, à esquerda do observador, uma jovem sentada representa o mesmo sistema cognitivo da figura anteriores 1, o sistema mais usual nas escolas; no segundo plano da imagem, à direita do observador, temos um rapaz que representa um segundo sistema cognitivo: o rapaz olha para uma tela de computador, muda o gesto, sua cabeça está ligeiramente voltada para a frente (e não mais para baixo na direção da mesa - caderno/livro). Supondo que este computador esteja ligado à internet então, nessa situação, teríamos um terceiro sistema cognitivo.

Figura 3: jovem utilizando dispositivo móvel, deitada na grama.

Na figura 3 temos uma situação diferente das anteriores: uma jovem, a própria Polegarzinha que nos contava serres, utilizando um dispositivo móvel, o que configura um outro sistema cognitivo.  Esse é o sistema cognitivo da experiência de compartilhamento da maioria dos jovens que tem acesso à internet; cerca de 85% dos jovens brasileiros acessam a internet por meio de dispositivos móveis (2016).

Embora nesta oficina do PROVE a ferramenta de foco tenha sido o Padlet, que iremos tratar a seguir, temos que assinalar também o uso de outro recurso no percurso do grupo de professores: o uso dos dispositivos móveis, sobretudo os smartphones, pois permitiu o uso da ferramenta whatsapp utilizada para o trabalho tanto na comunicação de combinados e acertos de agenda como na troca de experiências e no compartilhamento da produção de conteúdos e sentidos.

Na oficina, em andamento, os professores estão utilizando sobretudo a ferramenta digital chamada PADLET e criando atividades com esse recurso para uso em sala de aula com estudantes do ensino Fundamental 1 e 2.

O PADLET  

        Padlet on-line é uma ferramenta virtual que se apresenta tal qual um "mural" ou "quadro" de fácil uso e serve à diversas situações de aprendizagem. O padlet permite aos alunos realizarem as tarefas das aulas e/ou criar as suas próprias ideias. É uma ferramenta muito útil sobretudo para trabalhos em grupos pois permite que estudantes possam colaborar e compartilhar as suas ideias. Tal qual um mural as postagens dos estudantes aparecem na tela de modo que toas as contribuições estão visíveis. Existem muitas possibilidades de uso desta ferramenta no contexto de sala de aula , por exemplo , uma característica interessante do padlet é a diante deste tipo de situação relativamente comum na sala de aula : imagine que um aluno faça uma colocação e por vezes muitos outros estudantes se calam ou seguem na mesma trilha de raciocínio , bem o padlet permite que todas  as ideias apareçam de forma simultânea evitando essas preponderâncias , configurando um excelente modo de ter em uma mesma imagem  a produção de todos os participantes . O Padlet permite a postagens de dos mais diferentes tipos de arquivos áudio, vídeos, imagens etc. Na oficina temos experimentado essa ferramenta   e principalmente os professores (as) tem criado padlets para uso com seus respectivos grupos de alunos.

O PADLET NA SALA DE AULA COM ESTUDANTES

        A professora Rosangela de Souza Soares, criou uma atividade com turmas de 1 º ano do Fundamental:  Meu padlet foi inspirado no projeto folclore que foi trabalhado entre os meses de agosto e setembro com as turmas de 1º ano com desenvolvimento de atividades de leitura e escrita com os personagens do folclore além de ilustrações e atividades aplicadas com a ferramenta padlet”. Segundo a prof Rosangela a oficina tem contribuído para aTransformação da prática diária!  “ (Figura 4).
 
Figura 4: Estudantes do 1º Ano A utilizando o padlet, Escola Zacaria, professora Rosangela de Souza Soares.  Foto de 20/09/2017. 
        O curso/ oficina sobre os usos do padlets em sala de aula tem revelado potência no desafio dos usos da tecnologia na educação e se começamos esse texto com as palavras de professores (as), nada melhor conclui-lo com palavras de professores (as):

·         “Aprendendo novas possibilidades e estratégias para a sala de aula utilizando uma ferramenta fantástica.ROSEMARA ALBUQUERQUE

·         “Possibilidade, recurso, e tecnologia a serviço da educação. ” SUELITON COSTA

·         “Usar a tecnologia para criar e transformar o ser humano e seu espaço de vida”. CARLOS EDUARDO

·         “Novas tecnologias ao alcance de todos. E o curioso é que nem são tão novas assim”. ROSELI VILLAR

·         “Usando a linguagem tecnológica como mais uma ferramenta para comunicar e entender o mundo! ” MAY SHANTI

·         Transformação da prática diária! ― ROSANGELA SOUZA SOARES

·         Pensar, repensar, aprender, criar, aprender, recriar, melhorar, reavaliar e seguir em frente para recomeçar. ― ECARD JUNIOR


                                Referências
JUVENTUDE CONECTADA 2 – Fundação telefônica Vivo. São Paulo: Fundação telefônica Vivo 2016.
·       SERRES, Michel. Polegarzinha. Uma nova forma de viver em harmonia, de pensar as instituições, de ser e de saber. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

Curso ministrados pelos professores Paulo Rota e Douglas Tomé








Tecnologias na Educação, usar ou não?


 Artigo publicado na revista PROVE 2017

Tecnologias na Educação, usar ou não?
        Tecnologias na Aprendizagem

Douglas Ferreira Tomé[1]

Existem muitas dúvidas em utilizar as tecnologias no processo do ensino/aprendizagem. Alguns apenas proíbem o seu uso, outros acreditam que pode ser uma revolução, ajudando no desenvolvimento da aprendizagem de seus alunos.

A tecnologia faz parte da vida diária de nossos alunos estando presente fora do ambiente escolar com acesso a diversos ambientes virtuais, muitas vezes sem nenhuma ligação com a aprendizagem, mas sempre ensinando novas habilidades em suas explorações. Pode ser que essas habilidades não estejam em consonância com o desejo dos professores. Por que não utilizar estas habilidades para estimular o aprendizado dos alunos?

A pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, com cerca de 44 mil alunos, mostrou que nossos alunos querem aprender com atividades desenvolvidas em grupo, utilizando a Internet e o laboratório de informática através de projetos culturais, de informática e robótica, por exemplo. Veja um recorte com essas informações:





















Estamos em um momento de transição para as tecnologias móveis. Utilizar as tecnologias na escola é fazer com que elas estejam dentro da sala de aula, incorporada no currículo de cada área de conhecimento.

De acordo com o Currículo de Tecnologias da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (2017), foram definidos os direitos da aprendizagem: apreender tecnologias com equidade, utilizando diferentes linguagens/mídias; explorar, experimentar diferentes tecnologias; conhecer e apropriar-se das tecnologias para refletir e buscar soluções a desafios, com liberdade de escolha, tendo respeitadas as suas estratégias pessoais de aprendizado; utilizar as tecnologias como linguagens e modos de interação para pesquisar, selecionar, compartilhar, criar para interagir socialmente e tomar decisões éticas no cotidiano; exercitar o diálogo, argumentar, analisar posições divergentes e respeitar decisões comuns, procurando ler o mundo e suas transformações. Esses direitos ampliam as possibilidades de interação e integração das competências do século XXI.

Para Anna Penido do Instituto Inspirare, a tecnologia já mudou a forma de fazer muitas coisas na vida, mas agora é necessário mudar o jeito de aprender e ensinar. Se antes era ensinado a tecnologia para os alunos, hoje a tecnologia é para educar os alunos.

Mas não podemos esquecer que os recursos tecnológicos não têm utilidade se não tiver o professor presente, orientando a realização das atividades propostas, mas para que isso aconteça é necessário a formação constante dos professores. O PROVE, preocupado com esta formação, desenvolveu um curso que coloca o professor como protagonista do processo, estudando diversas ferramentas virtuais que podem fazer parte do cotidiano das escolas.

O curso Tecnologia na Aprendizagem tem possibilitado o (re)pensar de novas formas para o ensino e como é importante estar aberto a novos conhecimentos.





O texto a seguir é do professor Otacílio Silva de Andrade[2]:

Hoje a tecnologia está presente em praticamente todos os momentos de nossas vidas. O aluno tem contato com ela desde muito cedo e seu desenvolvimento se relaciona muito as diferentes tecnologias que os rodeiam. Apesar da infinidade de recursos que temos a nossa disposição muitas vezes utilizamos muito pouco em nossa prática e muitas vezes por nem conhecermos. O curso Tecnologias na aprendizagem do PROVE tem mostrado muitos desses recursos e ampliado a minha visão frente a essas tecnologias. Apesar de já utilizar a tecnologia, usando apresentações e outros recursos multimídias para preparar minhas aulas, vejo hoje que os alunos poderiam ter um aproveitamento muito maior com o uso de ferramentas como o Padlet e o Edmodo, que estão em sintonia com essa nova realidade e oferecem uma série de possibilidades para garantir a aprendizagem do aluno, inclusive respeitando as dificuldades dos mesmos. Ao preparar aulas com elas, além da possibilidade do aluno se antecipar de forma online aos conteúdos e praticarem o quanto acharem necessário, elas auxiliam muito o acompanhamento do desenvolvimento do aluno e realizar as possíveis intervenções.

Outra ferramenta bem interessante que aprendi a usar no curso foi os formulários do Google que, entre outras coisas, possibilitou poder oferecer aos meus alunos que estão desenvolvendo seus trabalhos de TCA uma nova forma de fazer pesquisas e coletas de dados para seus trabalhos. Foi bastante gratificante ver a empolgação de um deles ao perceber que poderia fazer essas pesquisas não só com seus colegas da escola como também de diversas regiões, com a possibilidade de espalhar o link da pesquisa através da internet ou do WhatsApp.
É uma pena que muitas vezes a implementação dessas aulas depende de vários fatores (como a infraestrutura com bons equipamentos, uma rede eficiente e etc.), mas já estamos num ótimo caminho a ser seguido.




[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE, da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2017.

[2] Otacílio Silva de Andrade – Professor de Ensino Fundamental II e Médio de Ciências – EMEF Mario Marques de Oliveira

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Tecnologias na Educação, fazer o quê?

Artigo publicado na revista PROVE 2016

Tecnologias na Educação, fazer o quê?
        Tecnologias na Aprendizagem
Douglas Ferreira Tomé[1]

Estamos caminhando para a finalizar mais uma década com transformações tecnológicas fantásticas. Você olha para os lados e observa pessoas conectadas, enviando mensagens, “fazendo” selfie, ouvindo música, assistindo televisão, compartilhando sua vida nas redes sociais.

Mas, e nossos alunos? E a escola? E os professores?

Após anos de formação ainda temos um grande desafio em utilizar as ferramentas tecnológicos e recursos disponíveis. Tudo ao nosso dispor, mas com grande dificuldade de ser utilizada pelos professores.

As formações deste ano aconteceram cursos presenciais e em EAD.  Tivemos momentos de discutir o uso das tecnologias e de realizar atividades aproveitando os ambientes virtuais de aprendizagem.

Na formação estudamos o “Por que usar tecnologias?”, onde os participantes relataram a importância de utilizá-las no ambiente escolar, observando que as crianças chegam na escola já com a habilidade de mexer em tablets, computadores, smartphones, entre outros. Assim, a sala de aula precisa integrar de forma dinâmica os recursos disponíveis para a interação e integração de conhecimentos.

Também realizamos atividades utilizando o Edmodo[2], plataforma que registrou a participação de cada integrante, sendo um espaço de interação, mas principalmente servindo para que os professores observassem a possibilidade de utilização com seus alunos. Afinal, é a partir de uma ideia que podemos ter novas ideias e melhorá-las.

O Padlet[3] foi uma nova ferramenta utilizada no curso. Ele é um mural virtual sendo possível o registro de atividades a partir de textos, imagens e vídeos, de forma muito fácil.

Criar um blog educativo foi o momento onde os professores tiveram que pensar nos alunos, afinal o blog seria e será utilizado para a aprendizagem, incorporando os recursos utilizados no curso. As ideias que surgiram foram criativas e os blogs foram elaborados explorando diversos temas, por exemplo, uma das participantes criou um blog que discutia a convivência na comunidade escolar e outra utilizou o blog para falar sobre a importância da leitura. Nestes blogs foram utilizados os diversos recursos disponíveis para facilitar o processo de interação/registros dos alunos.

Exploramos ambientes virtuais de aprendizagem. UM deles foi o Khan Academy[4], um portal que explora as habilidades de matemática onde os alunos realizam os exercícios no próprio ambiente virtual, acompanhando as vídeo-aulas e recebendo o feedback ao finalizar cada resposta. O professor tem a possibilidade de acompanhar todo o desenvolvimento, podendo recomendar os passos de cada um de seus alunos e visualizar o desempenho de suas turmas.

Todos sabemos da importância do uso das tecnologias no processo de ensino/aprendizagem, temos os recursos, participamos de formação e estamos iniciando o processo de aplica-los em sala de aula. O caminho ainda é longo, mas já começamos a traça-lo de forma criativa e envolvente. O futuro mostrará que esta dinâmica provocou uma “transformação” na educação escolar de nossos alunos.

A seguir vamos ver o que pensam alguns participantes do curso.

As novas tecnologias da informação estão transformando o comportamento e a forma dos indivíduos se relacionarem. A interatividade e a velocidade desses meios tecnológicos podem facilitar o acesso ao conhecimento, porém esse universo virtual apresenta alguns riscos para a geração da era digital.

Segundo Didonet[5] (2009) o conceito de infância “existe, exatamente por ter sido produzido, não sendo, portanto, um dado biológico”, sendo assim “a infância tem a ver com história e cultura, sendo uma produção dela em determinada época”.

Os alunos do século XXI fazem parte da Geração Net, ou seja, uma geração que cresce cercada pelas mídias digitais.

A Geração Net possui a liberdade de fazer suas escolhas dentre as inúmeras possibilidades oferecidas, as crianças não são mais observadoras passivas, elas controlam o seu meio e por isso existem questões que requerem a administração dos adultos.





Os professores não podem estar alheios a essa nova realidade. É preciso incorporar em sua didática/atividades que envolvam a tecnologia.




[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE, da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem EAD e Presencial – PROVE 2016.
[2] Registro das discussões no Edmodo - https://www.edmodo.com/home#/group?id=20431001
[3] Padlet – Mural Virtual - https://padlet.com

[4] Portal de Matemática Khan Academy: https://pt.khanacademy.org
[5] Referência Bibliográfica: DIDONET, Vital. A desinvenção da infância. Revista Pátio – Educação Infantil, ano VII, nº 21. Nov.:2009.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Blog Educativo - Criando um Blog

Canal Tecnologias na Educação

Criando um Blog Educativo

Este vídeo mostra como criar um blog pensando no trabalho com os alunos, publicando suas aulas, vídeos e desenvolvendo um trabalho de interação.

Veja o vídeo:


Uma boa ideia evita o copiar e colar - Movie Maker

Canal Tecnologias na Educação
 

Este vídeo vai falar sobre ideia de evitar o "copy e cola".

Que tal solicitar que o aluno entregue sua pesquisa de forma diferente?
Este vídeo é uma dica para você ter uma boa ideia.



Clique aqui e veja o vídeo do trabalho na íntegra 

domingo, 1 de maio de 2016

Edmodo - Primeiros Passos

Canal Tecnologias na Educação
Este vídeo vai falar sobre o Edmodo.
Edmodo:
"A criação de conexões é só o começo; queremos fazer mais do que apenas atingir resultados. Queremos capacitar nossos alunos em nossa rede e ao redor do mundo"
"Faça parte da maior comunidade de aprendizado social para alunos do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, onde professores, alunos e pais podem se conectar com segurança"

SketchUp - Primeiros Passos

Canal Tecnologias na Educação
Mais um vídeo no Canal Tecnologias na Educação, com Prof. Douglas Tomé.
Este vídeo você encontra o SketchUp.
SketchUp é um programa de construção em 3D.
Google SketchUp é um excelente software de processamento de imagens em 3D. Mais especificamente, o programa permite criar, visualizar e, obviamente, alterar imagens em 3D. Ele foi projetado para ser manter a precisão necessárias neste tipo de trabalho.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Khan Academy - Como Administrar uma Turma

Canal Tecnologias na Educação

Mais um vídeo no Canal Tecnologias na Educação, com Prof. Douglas Tomé. 

Este vídeo você encontra: Khan Academy - Como Administrar uma Turma.

Khan Academy é o maior site de Matemática do mundo.
Lá você aprende matemática sozinho.

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sábado, 5 de março de 2016

Khan Academy - Primeiros Passos - Parte I

Khan Academy é o maior site de Matemática do mundo.

Lá você aprende matemática sozinho.

Vamos criar uma pequena série mostrando as possibilidade do Khan Academy.

Veja o primeiro vídeo:


sexta-feira, 4 de março de 2016

Padlet - Um Mural na Educação

Canal Tecnologias na Educação

Padlet é um mural onde que podemos usar na construção coletiva de nossos alunos, publicando textos, imagens, áudio, vídeos, ...





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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Desafios do Séc. XXI

Texto publicado na Revista PROVE - 2015


Desafios do Séc. XXI
Tecnologias na Aprendizagem
Douglas Ferreira Tomé[1]

A tecnologia já mudou muitas coisas em nossa vida. Hoje utilizamos os recursos disponíveis para consumir, interagir, exercer nossa cidadania. Vejam as diversas discussões que realizamos nas diversas redes sociais, colocando nossas posições políticas, religiosas, educacionais, expondo muitas vezes nossa vida com publicações de fotos de nossa família e o que estamos fazendo naquele determinado momento.

Sabemos que chegou a hora de mudar, utilizar a tecnologia para mudar o jeito que aprendemos e ensinamos. Se antes utilizávamos a educação para ensinar a utilizar a tecnologia, hoje devemos ensinar como utilizar a tecnologia para aprender.

A tecnologia é um facilitador no processo de aprendizagem, já que podemos entrar em contato com qualquer informação/conhecimento que esteja acontecendo no mundo, que pode ser acessada de qualquer lugar. O espaço geográfico não é um limitador para a realização do trabalho.

Hoje temos pequenos aparelhos que são verdadeiros computadores com todos os recursos necessários para os registros do que estamos fazendo, através de fotos ou vídeos. Estes mesmos aparelhos podem acessar recursos de qualidade, como games, plataformas, vídeo-aulas que contribuam para a aprendizagem.
Estas plataformas de aprendizagem respeitam o ritmo e a melhor maneira de aprender, avaliando em tempo real o que cada um aprendeu, quais suas dificuldades e quais recursos melhoram seu rendimento. Um bom exemplo é o Khan Academy, um portal que trabalha com diversas áreas do conhecimento, mas principalmente no desenvolvimento das habilidades matemáticas.

Temos uma multiplicidade de recursos disponíveis. O que precisamos ter cuidado é com a qualidade destes recursos. Encontramos na rede recursos interativos que ajudam neste processo. Estes recursos ajudam e apoiam o professor, possibilitando a criação de novas estratégias pedagógicas para que os recursos estejam disponíveis a qualquer momento.

 Neste ano, o curso Tecnologias na Aprendizagem explorou alguns destes recursos, realizando a reflexão de como utilizar as tecnologias e explorando algumas plataformas que possam auxiliar o professor na criação de novas estratégias. Estes recursos aproximam-se mais de nossos alunos, preparando para a educação do século XXI.

Precisamos ter cuidado, a tecnologia não irá resolver todos os problemas da educação. É necessário utilizar a tecnologia para “extrapolar” o conhecimento e garantir o acesso a todos. A tecnologia não vai substituir o professor, mas mudará o papel do professor tornando-o um mediador e orientador da aprendizagem, dando mais autonomia para os alunos.

Neste ano, o curso Tecnologia na Aprendizagem foi realizado no formato EAD, utilizando a plataforma do Edmodo[2] para a apresentação e registro das contribuições realizadas pelos participantes. Nossa preocupação foi discutir o uso da tecnologia disponível para o professor, apresentando a utilização de algumas ferramentas, por exemplo, o PADLET[3].

Em seguida, temos dois depoimentos dos professores que participaram do curso:

“O Uso das tecnologias na Escola. A questão do uso da tecnologia na aprendizagem se faz urgente, não dá mais para esperar. Vemos em nossas escolas alunos usando os modelos mais avançados de celulares e Smartphones, muitos com acesso à Internet. No entanto, continuamos com nossas aulas básicas, com uso de giz, lousa a explicação do professor. Temos que fazer uso da tecnologia, ela deve ser nossa aliada em sala de aula. O poder público deve equipar as escolas com tecnologia, com internet rápida e com equipamentos de acesso, nossas aulas ficarão, com certeza, muito mais ricas e atraentes. Um exemplo interessante do bom uso da tecnologia em sala de aula é o que venho fazendo com meus alunos do ensino médio noturno, montamos um grupo de Whatsapp para cada sala onde compartilhamos vídeos curtos e mensagens pequenas e todos os alunos da sala participam em tempo real seja onde estiver. Quando chegamos à noite em sala para discutir novamente o assunto todos já leram alguma coisa sobre a temática da aula e estão mais a vontade para discutir o tema com o professor e os colegas. É comum também nas nossas aulas durante a discussão em sala, surgir uma dúvida e o professor e/ou os alunos acessarem a internet para tirarmos dúvidas, as aulas tem ficado cada vez mais proveitosas.É preciso fazer bom uso da tecnologia na escola, não dá para ficarmos perdendo tempo recolhendo e pedindo aos alunos para desligarem seus aparelhos, é preciso potencializar o seu uso, para isso o professor tem que descer do pedestal do saber, cada vez mais ser mediador e problematizado, uma vez que a informação está a um click ou a um toque”. (Colaboração do Professor Wilson[4])

“Como é sabido de todo o mundo, é impossível nos tempos de hoje, tentar dissociar o mundo da tecnologia. Tudo, praticamente, gira em torno dela. Não existe outro caminho a seguir para garantir a realização das coisas. Então, por que não se compreenda, tomando as providências condizentes, a conjuntura que estamos todos vivenciando e passemos a dar um salto importante na melhoria e inovação das técnicas e metodologias, porque essa geração espera muito mais do que a presença do professor, como representando a face do conhecimento e do poder em sala de aula. Essa geração almeja interação com as inúmeras possibilidades que seu tempo oferece. Essa geração deseja autonomia na busca do conhecer através dos smartphones ou quaisquer outros meios tecnológicos que proporcionem estímulos e vontade de aprender. Então, é desta forma que se tem que ver os nossos alunos: são educandos que simplesmente necessitam de outras possibilidades de aprendizagem”. (Colaboração do Professor Fábio[5])




[1] Douglas Ferreira Tomé – Professor Orientador de Informática Educativa – POIE, da Emef Mauro Faccio Gonçalves – Zacaria e Especialista em Tecnologias na Aprendizagem. Formador do curso: Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2015.
[2] https://www.edmodo.com/home#/group?id=13242085
[3] www.padlet.com
[4] Wilson Teixeira – Diretor da EMEF M’Boi Mirim III
[5] Fábio Ribeiro de Souza – Professor de Ensino Fundamental II da EMEF M’Boi Mirim III
Participantes do Curso Tecnologias na Aprendizagem – PROVE 2015